Agrícola

10/09/2019 06:59 Portal do agronegocio

Avicultura de corte em 2019 marca o início de um novo ciclo de crescimento

Analisada a evolução da indústria brasileira do frango a partir da produção de pintos de corte, a primeira sensação que se tem é a de que em 2019 o setor entrou em um novo ciclo de crescimento. Mas se isto se confirmar, a pergunta que fica é: o novo ciclo será tão longo quanto o registrado entre 2013 e meados de 2016?

Retrocedendo a uma década atrás, é oportuno lembrar que então (2009) enfrentavam-se os efeitos da grande crise econômica mundial. Isso, porém, não afetou a avicultura de corte brasileira que, pelo contrário, continuou em expansão.

Assim, enquanto no início do segundo semestre de 2009 a produção anualizada de pintos de corte girou em torno dos 5,5 bilhões de cabeças, dois anos depois (meados de 2011) estava em 6,1 bilhões de cabeças –incremento de 11% ou média (praticamente contínua) de meio por cento ao mês.

Em 2012 iniciou-se processo de retração na produção. Mas teve curta duração (um ano), pois já a partir dos primeiros meses de 2013 o volume acumulado em 12 meses voltou a aumentar. Porém, a expansão, agora, foi mais lenta que no ciclo anterior – média de 0,25% ao mês entre o início de 2013 (6 bilhões de cabeças) e meados de 2016 (pouco mais de 6,6 bilhões de cabeças), ocasião em que se encerrou mais um ciclo de crescimento.

Na verdade, parte do crescimento observado no primeiro semestre de 2016 ocorreu por inércia. Pois, naquele ano, o setor enfrentou (como nunca anteriormente), fortíssima crise no abastecimento de matérias-primas, tendo operado por vários meses a preços onerosos. Para evitar a derrocada total foi obrigado a reduzir a produção, procedimento visível a partir do segundo semestre daquele ano.

A queda, supunha-se, seria temporária, pois a safra de grãos recompôs-se no ano seguinte, 2017. Mas então, desencadeou-se a malfadada Operação Carne Fraca. Que contou com um segundo round em 2018 e teve como resultado (segundo semestre) o retrocesso da produção aos níveis registrados cinco anos antes,nos primeiros meses de 2013.

 

No segundo trimestre de 2019 o total anualizado voltou a apresentar expansão, superando ligeiramente a casa dos 6,2 bilhões de pintos de corte anuais. Dificilmente irá retroceder, pois, como observam liderança do setor, vive-se momento de “bonança perfeita”. Pois que ela tenha longa duração.


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