

l Dra. Simoni Bergamashi
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EDUCANDO/COLOCANDO LIMITES.
Nada é tão difícil quanto educar uma criança.. A parte mais trabalhosa da maternidade é o educar. Parte cansativa, exaustiva, repetitiva e muitas vezes enlouquecedora. Para muitos, isso é dever da escola, os avós devem ajudar, a babá dá uma força, mas eu ainda acho que isso é dever de mãe. Que valores eu, como mãe, quero transmitir aos meus filhos? Quem mais poderá ensinar isso além de mim? A escola funciona como um reforço, um complemento, mas o laboratório de psiquiatria infantil experimental é aqui em casa mesmo. Mas o que é educar, afinal? Na minha vida tem sido transmitir valores, parâmetros e critérios, de forma a permitir a integração da criança na sociedade em que vive para que ela saiba respeitar e também determinar limites. Opa! Que palavrinha é essa? Limites! Sinto-me contristada em ver como essa palavra (em conjunto com sua ação de fato) está em desuso. São filhos batendo e xingando mães, respondendo, e às vezes, até cuspindo! Crianças precisam de limites. Isso é fato. Ponto. Com o aumento da força de trabalho feminino e a diminuição do tempo gasto em família, a mulher muitas vezes sente culpa por estar longe dos filhos, então, quando está perto, amar significa deixar fazer tudo, não se impor, não brigar, mimar. E uma coisa não tem nada a ver com outra.... Amar é uma coisa e impor limites é outra. Ambas devem andar juntas para que a educação funcione. A criança tem que se sentir amada e protegida pelos pais, mas também deve saber que há limites para seus comportamentos. Eu, como mãe, não queria brigar jamais com meus filhos. Jamais. Tudo seria tão mais fácil... Porém, como eles aprenderão o certo e o errado se eu não o ensinar? A educação não surge do além, do nada, do instinto. É um hábito que se ensina. Desde crianças aprendemos nas escolas que "o limite do outro começa quando termina o nosso" e acho que precisamos reavivar essa máxima. Sem isso a vida em sociedade tem se tornado muito difícil. A "Super Nanny" existia no tempo da sua avó? Ela precisava existir naquela época? Garanto que não. E por que isso? Os limites não eram mais claros? Não precisamos voltar à era da palmatória. Claro que não! Mas precisamos entender que limites não matam e - por mais clichê que essa frase seja ensina a viver. Simoni Bergamaschi da Fonseca Advogada adv.siberga@terra.com.br l Mais Desse Colunista
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