Juara

10/01/2017 09:43 Radio Tucunaré

Os alunos das escolas que aderiram a greve em 2016 terão que repor 20 sábados durante o ano letivo de 2017

Aconteceu ontem na sede da Assessoria Pedagógica de Juara, uma reunião com os gestores das escolas, onde foi discutido o contrato dos profissionais e a reposição de aulas das escolas que aderiram à greve no ano de 2016.

Vanderlei Carvalho assessor pedagógico, falou a reportagem da Rádio Tucunaré, que a reunião foi marcada com gestores das escolas, diretores, coordenadores e também com os secretários, para estar sensibilizando-os da questão do retorno das aulas, para estar concluindo o ano letivo de 2016, que começa hoje dia 10 e, vai até o dia 31 de janeiro de 2017.

Segundo o Vanderlei, a SEDUC estará pedindo para os profissionais assinarem um contrato, mas esse contrato não será remunerado, é apenas um contrato para garantia de questões trabalhistas. Caso, o servidor venha a se acidentar no seu trabalho, ele estará garantido perante a lei trabalhista, mas na questão de remuneração, esses 20 dias de Janeiro, não serão remunerados, por que, os mesmos já receberam no período da greve de 2016.

Todos os alunos de todas as escolas, que aderiram à greve no ano de 2016, estarão retornando as aulas nesta terça-feira, 10 de janeiro, e estudarão até o dia 31 de janeiro de 2017.

Após esse período os alunos entraram em férias no período de fevereiro e, iniciam as aulas do ano letivo de 2017, no dia 13 de março. De acordo com o calendário escolar, esses alunos, terão que repor em média, 20 sábados no decorrer do ano letivo de 2017, que será concluído no dia 23 de dezembro.

Os alunos das escolas estaduais, que não aderiram à greve, o ano letivo de 2017 inicia-se no dia 13 de fevereiro.

A aulas na Aldeia Munduruku

Marcelo Munduruku, secretário da escola indígena,“Krixi Barompô” , da Aldeia Munduruku, falou que o ano letivo da escola da Aldeia munduruku, iniciará também no dia 13 de março, pois segue o calendário da Seduc, porém, com algumas adaptações, dentro da cultura indígena, que além das atividades em sala de aula, engloba também, aulas de atividades de questão humanitária, pesca e roça, onde os professores acompanham essas atividades juntamente com os alunos.

O secretário Marcelo, falou que, a direção da escola, juntamente com o cacique da aldeia, estão com um projeto de estarem realizando um intercambio com os mundurukus do Pará, para que através desse intercambio, possa ser produzidos materiais didáticos para manter a cultura da língua munduruku tronco Tupi. Pois segundo ele, a política da escola indígena para 2017, visa a fala, a escrita e a imposição da linga munduruku na comunidade.

Nos últimos anos, houve uma forte presença da língua portuguesa, e com essa nova política, os gestores da escola,“Krixi Barompô”, buscam fortalecer essa linguagem, que ainda existe dentro da comunidade, mas só é praticada pelos mais velhos, as crianças estão falando mais o português.

A preocupação é que haja o diálogo na língua munduruku entre as crianças, jovens e adultos e que ele possam com o material didático estudar a linguagem em sala de aula.

A Rede Social, está cada vez mais presente dentro das aldeias, diante, disso, o Marcelo declarou que, as rede social, é um instrumento de comunicação que pode servir para divulgar e fortalecer a cultura indígena, mas é uma “faca de dois gumes” , que pode ajudar, mas também pode atrapalhar. Nesse sentido, os gestores da aldeia, está procurando através dos aplicativos da rede social, inserir a língua e a grafia munduruku no dia a dia da comunidade.


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