Juara

14/02/2017 16:53 Radio Tucunaré

Pai de Gimaikele está revoltado com veredito do assassino de sua filha e argumentos da defesa

O Juri popular de Carlos Augusto Chaves Pereira Junior aconteceu na tarde do dia 13 no fórum da Comarca de Juara.

Carlos respondeu por crime de homicídio e estupro contra uma menina de 13 anos, Giamaikele Andressa de Souza em 2005.

O réu era o único maior de idade, entre os 7 acusados e ficou foragido por um bom tempo, quando foi capturado e preso em 2013, onde aguardava julgamento.

A sentença condenatória do dia 13 de fevereiro foi de 22 anos de prisão em regime fechado, mas como faltam dois meses para que concluir 1/6 na prisão, em 60 (sessenta) dias o réu estará em liberdade.

Sobre o resultado da condenação o pai Gerson Ferreira de Souza relatou com exclusividade a Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias, que ficou revoltado com os argumentos usados pelo Advogado de defesa André Schneider. O resultado da pena aplicada também considera injusta, porque segundo entende, mereceria muito mais, pois a filha morreu em circunstancias cruéis.

Ele não ficou em todo julgamento, porque passou mal, mas soube do veredito. “ o advogado disse palavras indecentes. Eu queria que esse advogado chegasse na minha frente e falasse isso... da forma como ele disse lá, como se minha filha fosse uma prostituta”, disse.

O Pai conta, que estava muito nervoso e chegou a voltar no Fórum para interpelar o advogado, mas foi impedido por seguranças, que o aconselharam a não fazer isso. “vingança eu não quero. Eu quero que ele sofra vivo”, disse chorando a reportagem se referindo ao assassino de sua filha.

O advogado de defesa André Schneider explicou, que o réu Carlos não havia praticado o crime de estupro, mas com relação ao homicídio o réu era confesso e então a tese defensiva se baseou na tese de que não houve crime de estupro, explicou a reportagem.

Na época haviam outros jovens e outros réus denunciados pelo MP que foram absolvidos do crime de estupro e com provas baseadas nos autos, a defesa insistiu nessa defesa de que Carlos não cometera crime de estupro.

O réu narrou como matou a menina, mas o crime de estupro não houve, porque teve o consentimento da vítima, explicou o advogado.

Sobre o Veredito para Carlos é sobre o cometimento de crime triplamente qualificado e inclusive pelo crime de estupro somaram-se 22 anos em regime fechado.

Após o processo de Executivo penal o juiz analisara qual será a época oportuna da regressão do regime do réu.

A defesa não pretende recorrer, porque o réu decidiu confessar.

André Schneider entende que o júri faz um revivamento da história sobre um crime que comoveu a sociedade e sobre os termos usados pela defesa que magoou os familiares, ele explica que não era o advogado e conheceu o réu há duas semanas e durante o júri foram lidos alguns depoimentos de testemunhas e essas pessoas ouvidas falaram sobre a conduta da vitima, que não foi abordada porque na verdade, a menina era apenas vítima. “eu não tive contato, não conhecia  vitima , não conhecia o réu até duas semanas atrás e para esclarecimento dos jurados e foram lidos depoimentos de pessoas que falavam da vida dela eu mesmo reforcei aos jurados que não fizessem juízo de valor da conduta da vítima , porque ela era vítima nesse caso”, explicou.

Entenda o caso

 

 O crime aconteceu no dia 20 de julho de 2005 na Chácara de propriedade de Carlos Augusto Chaves Pereira (genitor do acusado Carlos Augusto Chaves Pereira Júnior), os acusados Carlos Augusto Chaves Pereira Júnior, Hélinton Birnfeld, Maycon Furlan Requena, Karl Marx Braga Gomes e Cleverson Monteiro Schmitz, juntamente com os menores J.C.S. e E.B. promoveram uma festa com a intenção de praticarem relações sexuais com mulheres.

Consta nos autos do processo que às 21h30min, Maycon e Héliton buscaram a vítima Gimaikele Andressa de Souza, que contava com 13 (treze) anos de idade, e a constrangeram a ter conjunção carnal com todos os denunciados e também com os menores J.C.S. e E.B.

O Ministério Público relatou ainda que após os acusados cometerem o ato de conjunção carnal com a vítima menor parte dos denunciados foram para a cozinha, oportunidade em que Carlos Junior propôs a J.C.S. e Héliton que matassem a vítima GIMEIKELE. Foi então que os 03 (três) pegaram alguns instrumentos para a prática do homicídio e convidaram a vítima para ir para o rio, o que foi aceito por ela.

Consta que, durante o percurso para o rio, o menor J.C.S., após um grito de Carlos Júnior, atingiu a adolescente GIMEIKELE com dois golpes de enxada na cabeça e, como a vítima ainda estava viva, Carlos Junior deitou-se acima dela e, com uma faca, passou a cerrar a garganta da vítima. Ainda assim, relata que a vítima continuou viva, razão pela qual, com o cabo da enxada, que havia se partido durante os golpes de J.C.S., os acusados pressionaram a garganta cortada da vítima, logrando êxito em mata-la.

Segundo informações o motivo do crime consiste no fato da vítima afirmar para terceiros que era namorada de Héliton, ideia que não era aceita por ele.


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