Juara

30/09/2017 12:24 Rádio Tucunaré

Promotora criminal de Juara explica a situação jurídica dos acusados de latrocínio contra dentista. Leia o pedido de prisão do MP

Na manhã do dia 29 de setembro a Promotora de Justiça da Comarca de Juara Roberta Seregati concedeu entrevista exclusiva a Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias, onde esclareceu as ações do MP contra os acusados no crime de latrocínio conta o dentista Josilei Gaspar, 37 anos, no último dia 23. (Pedido de prisão preventiva com o histórico do crime no final da matéria).

Segundo a promotora, com o funcionamento da 3º Vara no Município com juiz exclusivo, otimizou muito o trabalho da justiça e a sociedade vai perceber que os crimes terão uma resposta mais pronta, explicou a promotora.

Hoje existe o conhecimento de todas as pessoas que participaram do crime onde seis delinquentes, pactuaram esse crime.

Agora intenção é divulgar as fotos dos acusados trabalho da promotoria e delegacia de polícia, para que as autoridades cumpram o mandado de prisão e para que a população possa ajudar aprender esses outros elementos que restam e estão foragidos, alertou.

Todos os envolvidos possuem antecedentes criminais e a maioria deles inclusive tem condenação e cumpriram parte das penas que tinham. 

Dra Roberta explicou ainda, que é importante saber, que, quando um réu é condenado em um determinado número de anos, ele não fica a totalidade da pena preso numa cadeia pública, pois ele tem benefício de progressão de regime então, devido a progressão desse condenado, que volta para  a  sociedade, ainda que recebe algumas condições que são impostas, mas a verdade é que fica em plena a liberdade.

No caso, “todos têm condenação e um deles, Elias Tiego Barbosa tem diversas condenações, diversos processos por porte de arma, furto, tentativa de homicídio, violação de domicílio, falso testemunho e tráfico de drogas e ele progrediu de regime de pena, ou seja saiu da cadeia para a sociedade, em 7 de agosto de 2017, ele saiu da prisão e já participou nesse crime bárbaro em Juara”, disse.

Prisão preventiva

A promotora pediu ao Juízo a prisão preventiva de todos os acusados, bem como a busca e apreensão em suas residências. Esse tipo de prisão não tem data para acabar.

Motivação do crime foi latrocínio

Sobre a possibilidade da motivação do crime ter sido por algum problema pessoal ou familiar, pelo que foi apurado, essa hipotese não existe, e Elias Diego Barbosa, que foi um dos participantes, tem envolvimento com o comando vermelho e a caminhonete da vítima teria sido encomendada para que essa caminhonete fosse trocada por drogas e armas e então, mataram a vítima para roubar, informou a promotora.

A vítima não reagiu

A vítima não reagiu ao assalto pediu que tirasse ele de lá e que poderiam  levar o que quisesse, mas deixasse ele livre e depois ficou calado. Tal informação foi coletada juntos aos acusados.

O Plano não era matar

Três elementos que estavam na cena do crime, teriam conversado entre si e declarado seus nomes e também os apelidos e com isso eles temeram que poderiam ter sido identificados pela vítima e por isso, decidiram matá-lo, mas a ideia inicial era levar a caminhonete e um terceiro envolvido, o Cleber , deveria embebedar o dentista com vinho e leva-lo para lugar distante e quando estivessem bem longe de Juara com a caminhonete, eles avisariam o Cleber, que deveria soltar a vítima, no entanto, por erro deles, que distraidamente se trataram pelos nomes, acharam por bem matar a vítima por questão de segurança. Os meliantes possuíam dois revólveres e dois deles teriam atirado contra Josilei:  Cléber e o Fábio. O meliante Raul iria dar os tiros, mas a arma dele falhou, Fábio pegou a arma e junto com Cleber dispararam contra o dentista.

Enquadramento na Lei

Os membros dessa quadrilha serão denunciados pelo crime de latrocínio, independente de quem atirou e independente dos outros dois estarem não estarem na cena do crime, e a pena varia de 20 a 30 anos, mas para aqueles que são reincidentes, apenas será arbitrada maior número de anos, pois o crime de latrocínio é hediondo e a progressão de regime pressupõe um tempo maior de cadeia e no caso de primários terão que cumprir dois quintos da pena para poderem sair e no caso de serem reincidente, três quintos da pena.

Não haverá Juri Popular

Apesar de ter havido a morte, não haverá júri popular, porque o crime de latrocínio é considerado crime contra o patrimônio e não contra a vida e portanto, não haverá júri popular e as sentenças serão proferidas pelo juiz togado, que habitará a pena.

Conclusão do inquérito

O prazo máximo é de 30 dias para terminar as investigações, que estão sob a tutela do delegado de polícia DR Carlos Henrique Engelman, cujo Inquérito policial é 358/2017. Tal procedimento está adiantado, embora existam algumas diligências a serem feitas, para finalizar essa investigação e prontamente o Ministério Público oferecerá a denúncia, mas agora ainda sem a finalização, temos a certeza de que o crime é de latrocínio e temos ainda a certeza de que são os seis envolvidos nesse crime, concluiu a promotora criminal Dra Roberta Seregatti.

LEIA AQUI O PEDIDO DE PRISÃO PREVENTIVA ONDE A PROMOTORA NARRA O HISTORICO  


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