Orelhões Públicos eram as melhores alternativas de comunicação nos ano 90 em Juara

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Criado no ano de 1.971 e rapidamente incorporado à paisagem urbana do País, o orelhão foi uma das melhores formas de comunicação que chegou em Juara na década dos anos 90.

O orelhão era muito utilizado e extremamente essencial para a comunicação entre as famílias que moravam distantes e para as pessoas de forma em geral.

Esse meio de comunicação se perdurou por muitos anos, tendo sido interrompido somente com a chegada das novas tecnologias, como modernização dos telefones residenciais e surgimento do aparelho celular.

Apesar de ter praticamente virado símbolo de uma outra era, os orelhões podem ser visto exposto em várias localidades em Juara na cidade e na zona rural, sendo que maioria deles estão depredados e até mesmo inutilizáveis, um gigantesco museu a céu aberto.

Nos últimos anos, com a massificação dos celulares que somam milhões em todo o Brasil, os telefones públicos ficaram às moscas.

Dona Maria Aurora, moradora da região de assentamento, zona rural de Juara explica que os orelhões, apesar de apresentarem algumas dificuldades, era o grande veículo de comunicação mais rápido na zona rural do município.

Hoje, ela se adaptou a nova tecnologia da internet e utiliza o celular em praticamente tudo que faz, como vendas, encomendas e comunicação com familiares e amigos.

Manoel Valdecir que foi o primeiro empresário em vendas de aparelhos celulares e telefônicos em Juara relembrou que os orelhões eram extremamente úteis, e existia um projeto do governo federal na época que obrigava a ter um telefone público onde havia comunidade com mais de 300 pessoas.

O custo para mostra uma estrutura desse sistema de telefonia na época, mas pelo menos 03 (três) comunidades rurais de Juara receberam a instalação de um orelhão, que foi a comunidade de Gleba São José do Escondido em seguida a região do Salto da Botina e outro instalado na ponte do Rio dos Peixes.

Manoel Valdecir acredito que, apesar de estarmos vivendo em um mundo tecnológico, os orelhões ainda tem serventia sim, e além da zona rural, até mesmo na cidade existem algumas pessoas que utilizam esse equipamento para se comunicar, talvez até por ter menos conhecimentos em lidar com a tecnologia.

Para o empresário, o poder público deveria zelar mais por esses equipamentos que tanto serviu as pessoas em um época considerada muito difícil para se comunicar com as pessoas distantes. Ele pediu ainda que as pessoas não destruam esses equipamentos, porque são patrimônios públicos e histórico.

Os velhos guardiões da comunicação estão existentes em vários locais públicos em Juara.

 

Fonte: Radiotucunare/acessenoticias