Custo de vida mais caro exige que idoso reavalie gastos. Veja dicas

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Com a alta da inflação da terceira idade no terceiro trimestre, a população idosa se vê na necessidade de procurar alternativas para manter o orçamento controlado e driblar a a alta nos preços.

Segundo o IPC-3i (Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade), divulgado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) na terça-feira (13), a inflação para esse público registrou alta de 1,93% frente a -0,03% no segundo trimestre.

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No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação da terceira idade atingiu 4% e foi maior do que a da inflação oficial que chegou a 3,14%.

Ou seja, os preços de produtos e serviços para os idosos subiram mais do que para a população em geral.

Entre os itens que puxaram o aumento dos preços, vale destacar:

• Carne bovina;
• Cigarros;
• Energia elétrica residencial;
• Gasolina;
• Passagem aérea; e
• Produtos e serviços ligados a habitação, educação, leitura e recreação.

A pedido do R7 Economize, o economista André Braz, coordenador do IPC do FGV IBRE, e a educadora financeira Teresa Tayra prepararam algumas dicas para ajudar o idoso a driblar a inflação alta.

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Para Braz, as dicas para o público da terceira idade não são diferentes das recomendadas para qualquer família quando o assunto é reduzir gastos.

Teresa acredita que o primeiro passo é reunir toda a família para explicar a situação e todos contribuírem para a redução de gastos.

Confira 7 dicas dos especialistas abaixo:

1) Avalie a situação

Faça um levantamento criterioso sobre a sua atual situação financeira.

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Veja os gastos que são essenciais ou não para identificar o que é preciso cortar ou se é possível buscar alternativas.

2) Controle o orçamento

Faça uma planilha para te ajudar a controlar os rendimentos e os gastos mensais.

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Só assim você terá total conhecimento sobre o seu orçamento e conseguirá tomar “as rédeas da situação”.

3) Planeje as idas ao supermercado

pademia do novo coronavírus fez muitas famílias começarem a planejar as idas ao supermercado.

Esse hábito também pode ajudar, e muito, a reduzir os gastos.

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Faça sempre uma lista dos produtos que realmente precisa e aproveite as promoções semanais que as grandes redes fazem para atrair clientes.

“Pesquisar locais ou até mesmo os dias de compra ajudam a economizar. A maioria dos grandes mercados tem ofertas no decorrer da semana. Faça uma agenda e acompanhe as promoções.”

Teresa Tayra

Os encartes promocionais, segundo Braz, ajudam o consumidor a ter uma noção dos preços e buscar as melhores opções.

“Muitos idosos necessitam de uma dieta diferenciada por causa da sua saúde. Mais opções lácteas para evitar a osteoporose, ou outros alimentos especiais. Os encartes promocionais ajudam o consumidor a pesquisar o melhor preço”, diz Braz.

Comprar frutas, legumes e verduras de época é outra atitude que ajuda a economizar. Além de mais baratos, esses itens são mais frescos e saudáveis por estarem na safras.

4) Cuidado com os gastos na farmácia

Os gastos com medicamentos absorvem grande parte do orçamento da terceira idade. Por isso, é fundamental ter um controle maior sobre esse item.

“Faça um cadastro na farmácia popular para ter acesso a remédios com o preço mais baixo. Elas são uma ótima opção para reduzir os gastos com medicamentos.”

André Braz

Outra opção é procurar o SUS (Sistema Único de Saúde) sempre que estiver com as receitas em mãos para ver se é possível retirar os medicamentos gratuitamente.

5) Use a energia elétrica de forma consciente

Com muita gente trabalhando em casa por conta da pandemia, a conta de luz de muitas famílias subiu nos últimos meses.

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Para evitar sustos ou reduzir os gastos, a solução é fiscalizar o uso da energia elétrica em casa. Algumas dicas:

• Apagar as luzes sempre que os cômodos tiverem vazios;
• Desconecte os aparelhos que não estão sendo utilizados. Muita gente não sabe, mas mesmo desligados eles consomem energia de forma constante e silenciosa;
• Não carregue seus celulares a noite toda: a menos que a bateria do celular esteja completamente esgotada;
• Não deixar a tevê ligada sem alguém assistindo;
• Procurar usar ao máximo a luz do dia, abrindo as cortinas para manter o ambiente iluminado;
• Reduza o número de vezes que utiliza a máquina de lavar na semana. Estabeleça um ou dois dias específicos para juntar a roupa e aproveitar todo o potencial do equipamento. Assim, além de reduzir os gastos com energia elétrica, também diminuirá o de água.

6) Negocie o aluguel

Se o aluguel foi reajustado e você não está conseguindo pagar, a dica é conversar com o proprietário do imóvel.

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“Veja se há abertura para uma negociação. Sabemos que nessa pandemia, as negociações ficaram mais flexíveis”, diz.

7) Vale a pena manter o carro?

A partir dos 60 anos, o público da terceira idade tem direito a transporte gratuito.

Se você não tiver problema de mobilidade, avalie se realmente precisa manter um carro na garagem.

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Além dos gastos com combustível, um automóvel também tem custos com seguro e IPVA.

Se usa o carro esporadicamente, uma opção são os carros de aplicativos que oferecem um preço de corrida acessível.

Com preço do arroz nas alturas – subiu 3,08% em agosto e acumula alta de 19,25% no ano, segundo o IBGE -, a alternativa é diversificar o cardápio para manter o valor nutritivo dos pratos sem pesar no bolso. O economista André Braz, coordenador do IPC do FGV IBRE, alerta que passando ou não por um período de aumento no preço dos alimentos, temos de dar mais atenção para os produtos da safra e não comprar o que está caro. A pedido do R7 Economize, a nutricionista Adriana Stavro elaborou uma lista com dez substitutos para o arroz que estão com o preço mais em conta. Clique nas imagens acima e veja mais.

Fonte: R7

Com muito ❤️️ por GO7.SITE

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