Entenda porque não pode velar os mortos vítimas do coronavírus

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REUTERS/Bruno Kelly/Reuters

 

Muitas pessoas não entendem, porque os corpos de paciente falecidos por coronavirus não podem ser velados e para a parcela da população, que acredita na “Teoria da Conspiração”, ou seja, que vê a pandemia apenas como uma manobra política com fins escusos, essa exigência sanitária, não passa de um meio para sabotar a verdade.

A reportagem da Rádio tucunaré foi buscar em dois sites a resposta para sanar duvidas de quem busca entender os fatos sem viés políticos, pois para quem leva tudo pelo lado político ideológico, nenhuma explicação satisfaz.

Por que o caixão é lacrado?

As vítimas do novo coronavírus podem abrigar o vírus dentro do seu organismo, mesmo após a morte, por isso muitas autoridades têm se questionado sobre a melhor forma de enterrar essas pessoas e os riscos envolvidos. “Os caixões são fechados, principalmente, para oferecer segurança aos funcionários e familiares, evitando e minimizando os riscos à saúde”, explica Lina Paola, infectologista do hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo e formada na Pontifícia Universidade Bolivariana, na Colômbia.

O pulmão expele todo ar que está contido, dentro do órgão, por até 72 horas, e os líquidos do corpo também são eliminados. Começam a sair os fluídos corporais e todos eles são, potencialmente, transmissores de doenças. Esse processo começa uma vez que o corpo morre“, comenta a infectologista.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), “exceto nos casos de febre hemorrágica (como Ebola ou febre hemorrágica de Marburg) e cólera, os cadáveres geralmente não são infecciosos”. Quando o foco é a COVID-19, o maior risco de contaminação acontece em situações de autópsia, por isso a atenção deve ser redobrada no manuseio do corpo, mas a doença ainda segue sendo melhor investigada.

Como ainda não temos conhecimentos concretos da permanência do vírus no corpo humano, é melhor mantermos todas essas medidas até todos os estudos conclusivos serem feitos, com dados mais confiáveis. Isso é para a segurança da equipe de saúde, para a equipe que maneja o corpo e para os familiares. É uma situação triste, mas põe em risco muitas pessoas ao redor do corpo“, completa a infectologista Lina Paola sobre a importância de não se interagir com quem morreu de COVID-19. (https://canaltech.com.br/saude/por-que-o-caixao-e-lacrado-na-covid-19-entenda-como-e-o-ultimo-adeus-164827/)

O médico infectologista e professor da Ufes, Crispim Cerutti, explica que a proteção se faz necessária, pois existe um grande risco de contaminação pelas superfícies de contato com o corpo. “O contato não é só interpessoal. O contato é com as superfícies, onde você tem uma alta carga do vírus, há um maior risco de contaminação e infecção daqueles que lidam naquele ambiente. Então, as pessoas que estão transportando caixão tem que ter o mesmo tipo de proteção que tem o profissional de saúde que faz o atendimento do indivíduo doente” (https://www.agazeta.com.br/es/gv/por-que-na-suspeita-de-coronavirus-caixoes-precisam-ser-fechados-0420)

 

Fonte: A Gazeta/ Canaltech