Exportação e aumento do consumo interno mantêm algodão em alta

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Ampa

Desde julho do ano passado já foram mais de 1,6 milhão de toneladas exportadas. Os dados são de Henrique Snitcovski, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão – Anea.

“Até junho vamos bater um novo recorde de 2,3 milhões de toneladas de algodão embarcadas neste ciclo de produção”, comemorou em uma live promovida pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa). Somente a China concentra 1/3 da demanda de exportação, mas outros países como Vietnã, Paquistão, Turquia, Indonésia e Bangladesh compram o produto brasileiro.

O otimismo é confirmado por Thomas Reinhart, um dos maiores especialistas em comércio de algodão no mundo. “A demanda chinesa é de cerca de 10 milhões de toneladas, sendo que metade é para consumo interno”, esclarece.

Reinhart avalia que o cenário é favorável ao Brasil devido às sanções econômicas aos Estados Unidos, nosso principal concorrente, e ao embargo à importação do algodão e outros produtos australianos. Esses fatores favorecem uma maior penetração no maior mercado consumidor da pluma.

Para atender a demanda da exportação e consumo interno, Mato Grosso continua sendo o principal produtor brasileiro. Para a safra que está sendo plantada, deverão ser colhidos 2 milhões de toneladas. Mesmo com a diminuição da área plantada, Paulo Aguiar, presidente da Ampa, está otimista. “Apesar do atraso no plantio devido a demora da colheita da soja, a produção do estado pode ultrapassar a previsão e a expectativa da safra brasileira é de 2,7 milhões de toneladas”, avalia.

Já a diminuição da área plantada e a demanda pela exportação preocupa o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção – Abit, Fernando Pimentel. Para ele, a recuperação das vendas no segundo semestre de 2020 foi muito além das expectativas, graças ao auxílio emergencial e outras medidas do governo federal. “Dos segmentos que compõem a nossa indústria, a fiação foi o único que teve um acumulado positivo em 2020 em relação a 2019”, destacou.

No entanto, ele acredita que esse resultado pode não se repetir esse ano. “A euforia do consumo cessou e dezembro já não foi o que a gente esperava”, avalia. Parte disso está relacionado aos aumentos nos alimentos, que está drenando boa parte das rendas das famílias brasileiras.

Paulo Aguiar acredita que a produção brasileira tem condições de atender ao consumo nacional, que gira em torno de 700 mil toneladas. “Nós ainda temos 330 mil toneladas da última safra, que somada a produção que está sendo plantada será suficiente para atender o mercado local e internacional”, finalizou.

Criado pela Ampa durante a pandemia, a série de eventos online reúne especialistas do Brasil, Estados Unidos, China e países europeus que discutem a produção, exportação e o consumo do algodão em nível mundial e as estratégias adotadas.

Fonte: Ampa