Homem acusado de matar a tiros suposta amante em Tabaporã vai a juri em novembro

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Preso desde junho de 2020, Amilson Santos Pereira que ficou conhecido como “Reporter do Povo” em Tabaporã irá a júri popular no dia 18 de novembro deste ano de 2021.

Ele matou com um tiro na cabeça, a jovem Jaqueline dos Santos, de 24 anos com quem ele supostamente mantinha um relacionamento amoroso na ocasião do crime, e após matar a jovem, ainda ateou fogo no corpo  da vítima que foi encontrada somente no dia 20 de junho em uma estrada próxima a uma unidade frigorifica desativa em Tabaporã, saída para Sinop.

Conforme a determinação do juiz titular da Comarca, Dr. Rafael Depra Panichella, o júri será realizado de forma híbrida com a presença de apenas algumas partes no plenário.

Amilson Santos Pereira permanece preso no presídio de Porto dos Gaúchos prestará depoimento por meio de videoconferência.

Ele permanece preso, porque segundo o juiz, o crime foi praticado com gravidade e requintes de crueldades por motivos fúteis e sem chance de defesa da vítima, além de ocasionar feminicidio por a vítima ser mulher.

Recentemente, o Tribunal de Justiça negou um pedido de soltura do réu impetrado pela sua defesa.

“Cabe apenas ressaltar que o delito narrado nestes autos causou revolta na sociedade local, em que a vítima teve a vida ceifada ao que consta, após um encontro íntimo em local ermo, além do delito conexo de fraude processual, que remete a necessidade de segregação, aliado aos demais pressupostos que coexistem”, destacou Panichella.

O réu será levado a júri por homicídio qualificado, cometido por motivo fútil, de maneira cruel, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e contra mulher em razão do gênero (qualificadora do feminicídio). O homem também será julgado por fraude processual e porte ilegal de arma de fogo.

Jaqueline foi encontrada morta no dia 20 de junho. O corpo foi encontrado carbonizado, próximo a um frigorífico da cidade. A polícia recebeu o registro de desaparecimento feito pela mãe da vítima, que relatou que a filha havia saído de casa no dia 19 de junho, por volta do meio-dia, informando que retornaria em breve.

Conforme apuração da equipe policial, a vítima marcou um encontro com o investigado, com quem mantinha uma relação extraconjugal. Depois foi levada até o local onde foi encontrada morta. Após a conversa entre os dois, ela foi assassinada com um disparo de arma de fogo na cabeça. Em seguida, o homem foi até um posto de combustíveis, comprou etanol e retornou ao local do crime, onde ateou fogo na vítima.

Os indícios encontrados apontam que, possivelmente, a vítima ainda estava viva quando o autor do homicídio ateou fogo nela.

Além da arma utilizada no crime, os policiais também apreenderam, durante o cumprimento dos mandados, o celular que o investigado possuía e utilizava para contatar a vítima, como o aparelho de Jaqueline, que foi levado pelo criminoso após a morte dela.

Fonte: Daredação-acessenoticias/radiotucunare

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