Publicação auxilia agricultores a identificar insetos predadores naturais de pragas em couve

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A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA/SEAPDR), publicou comunicado técnico que auxiliará os agricultores na identificação de insetos benéficos ao cultivo da couve.

Estes insetos são predadores naturais de pragas comuns a esta cultura, como pulgões, lagartas de curuquerê-da-couve, ácaros, tripes e cochonilhas. A publicação está disponível, de forma gratuita, em.

O comunicado relata resultados de dois estudos sobre o impacto da diversificação vegetal na presença de insetos em cultivo de couve – um deles consorciado com salsa e outro com bordadura de cravo-de-defunto, funcho e fava. As observações foram feitas em uma horta de 400 metros quadrados, implantada no Centro de Pesquisa em Florestas, em Santa Maria, e mantida sem uso de agrotóxico.

“O estudo foi motivado pela percepção da importância de mostrar o quão diverso em insetos benéficos pode ser o cultivo de couve, especialmente quando este é consorciado com outras espécies vegetais. Assim como chamar a atenção para a necessidade de reconhecimento dos principais grupos de predadores, para que estes sejam preservados pelos agricultores e possam cumprir seu papel ecológico no controle de pragas”, explica a pesquisadora Rosana Matos de Morais, uma das autoras do comunicado.

Espécies de joaninhas, vespas, moscas, percevejos e crisopídeos foram identificadas como predadoras de pragas comuns ao cultivo da couve. Na publicação, há o registro fotográfico das espécies encontradas, para auxiliar os agricultores na identificação em suas próprias lavouras. O comunicado destaca, ainda, a necessidade do cultivo consorciado ou em bordadura de plantas que possam oferecer abrigo e alimento a esses inimigos naturais de pragas. “Essa opção permite ao agricultor o aproveitamento da área, e, ao mesmo tempo, a obtenção de plantas diversas e comercialmente viáveis”, detalha Rosana.

O controle biológico de pragas com a utilização de inimigos naturais, como insetos, é uma estratégia de cultivo agroecológico que pode dispensar o uso de agrotóxicos inseticidas. “Produtos sem resíduo são mais valorizados no mercado, o que aumenta a margem de lucro, e por isso o emprego de insumos biológicos cresceu tanto nos últimos anos”, finaliza a pesquisadora.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural

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