Relação saudável entre humanos e bovinos começa no manejo correto

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MSD Saúde Animal

O Programa Criando Conexões, da MSD Saúde Animal, ensina vaqueiros em todo o País técnicas de baixo estresse para lidar com o gado. No Brasil a técnica foi denominada “manejo nada nas mãos”.

As primeiras cabeças de gado, que deram início à pecuária bovina brasileira, chegaram por aqui no século XVI, por ordem da então procuradora da capitania hereditária de São Vicente, Ana Pimentel. Os bovinos foram introduzidos no clima, no pasto e no ambiente do Brasil Colônia e, pouco a pouco, passaram a fazer parte do cotidiano, da alimentação e do desenvolvimento econômico do País.

Com o passar do tempo, muito se descobriu sobre a maneira mais adequada de lidar com esses animais. Com base nos trabalhos desenvolvidos pelo cowboy norte-americano Bud Williams, pelos veterinários Dr. Tom Noffsinger e Dra. Temple Grandin, surgiu o Programa Criando Conexões, da MSD Saúde Animal, que promove a prevenção e o tratamento dos animais com técnicas de manejo de baixo estresse, combinadas com as melhores práticas e conceitos inovadores para prevenir doenças e minimizar acidentes.

Conhecer os animais com os quais se lida é fundamental para promover seu bem-estar e o manejo adequado é uma das melhores formas de realizar essa tarefa, uma vez que a conexão estabelecida com eles é importante para evitar estresse e ajudar a realizar tarefas essenciais, como a vacinação, por exemplo, de forma saudável.

Por isso, Antony Luenenberg, coordenador técnico de bem-estar animal, da MSD Saúde Animal, apresenta algumas curiosidades sobre o comportamento dos bovinos para auxiliar os vaqueiros:

O gado precisa de comunicação assertiva e movimentada 

Já se foi o tempo em que o manejo do gado era feito de forma abrupta e com ferramentas que causavam dor e estresse nos animais. Hoje, a comunidade pecuarista já sabe que o gado aprecia que a interação com os seres humanos seja feita ‘olho no olho’.

“Para gerar confiança com o animal, o vaqueiro precisa se atentar ao campo de visão dele: os olhos dos bovinos são laterais, que permite um campo visual amplo, mas prejudica a visão tridimensional. A falta de observação e de conhecimento sobre o comportamento animal faz com que os vaqueiros “empurrem” e não guiem os animais para onde se é pretendido”, ressalta Antony.

Portanto, é preciso que o vaqueiro se posicione dentro desse campo de visão para que o animal não precise sempre olhar para trás para encontrá-lo. Outra dica importante é: mantenha-se em movimento, mas nada muito brusco para não assustar o animal.

O movimento é o que conta, não a cor 

Atribuir a cor vermelha a um touro enfurecido é algo normal, mas incorreto. Ao contrário da crença que se estabeleceu a respeito de bovinos detestarem a cor vermelha, eles são daltônicos, de um tipo incapaz de distinguir entre tons de vermelho e verde.

“Quando falamos da importância no cuidado do manejo, esse é um ótimo exemplo. Movimentos bruscos podem confundir e amedrontar o animal, porque institivamente ele sabe que é uma presa recorrente. Por isso, treinamos com os vaqueiros cada movimento e como realizá-los, evitando que o animal fique estressado, diminuindo o risco de acidentes no momento do manejo”, comenta Antony.

Energia do manejador 

A interação entre manejador e gado pode ser bastante intensa, porque os animais têm um senso bastante apurado para perceber se o vaqueiro está impaciente, agitado ou estressado, e esses sentimentos podem influenciar diretamente no manejo. “Tanto a postura corporal e o olhar são os fatores que definirão a conexão entre o bovino e o seu manejador. A confiança precisa ser estabelecida. O movimento não é mecânico, o manejador precisa estar comprometido com aquele momento”, esclarece.

O programa Criando Conexões permite que o manejador seja um cuidador do gado, transformando o vaqueiro em um cuidador e não mais em um agressor na ótica dos bovinos.

Entendendo os animais 

Esse cuidado necessário com os bovinos remete aos seus instintos mais primitivos. Eles são presas na natureza, mas aprimoraram os seus sentidos para evitar isso. Assim, eles se tornaram capazes de mascarar alguns sinais clínicos de doenças para evitar ficarem ainda mais vulneráveis.

“Temos falando muito sobre a individualização do cuidado nos rebanhos, porque cada animal tem suas características que precisam ser observadas e essa capacidade de esconder sintomas faz parte disso. Contar com o cuidado de um vaqueiro próximo, no qual os animais confiam pode ajudar a identificar esses sinais e prevenir doenças”, conta Antony.

Além disso, estudos demonstram que o manejo com baixo estresse melhora a imunidade, a resposta à vacinação e o desempenho dos animais.

O manejo correto faz toda a diferença 

A literatura sobre bovinos já dá conta de mostrar resultados muito importantes e benéficos da aplicação do manejo racional nos rebanhos bovinos. Na reprodução, a interação positiva entre os manejadores e os animais pode influenciar as taxas de prenhez. Nos casos de IATF, as matrizes que saem caminhando tiveram taxa de prenhez de 61,65%, marchando 58,96% e correndo 54,34%. Quando comparados um grupo de vacas de leite com medo de seres humanos com outro que recebeu manejo gentil, observa-se uma queda de 13% na produção de leite.

Esses números evidenciam o quanto a interação das pessoas com os animais determina a qualidade dos produtos finais. Animais bem manejados respondem melhor a tratamentos e cuidados, tornando-se mais saudáveis e, consequentemente, fornecendo alimentação mais saudável às pessoas e interagindo melhor com o ambiente, uma vez que esses três fatores fazem parte de um ecossistema que deve estar equilibrado: a saúde única.

“A MSD Saúde Animal tem compromisso com a saúde e bem-estar dos animais. Por isso temos muito orgulho do Programa Criando Conexões. Acreditamos em um ecossistema no qual as pessoas, os animais e o meio-ambiente estejam em equilíbrio para que, assim, nós possamos construir uma nova maneira de enxergar as conexões que fazemos com o mundo a nossa volta, mudando parâmetros e criando um novo horizonte para a saúde animal”, finaliza Antony.

Desde seu lançamento oficial no Brasil em 2015 o Programa Criando Conexões já manejou mais de 5 milhões de animais e qualificou mais de 5.300 vaqueiros e atualmente contamos com 45 colaboradores habilitados para difusão da técnica no país.

Fonte: MSD Saúde Animal

Com muito ❤ por go7.site