Saúde mental de equipes de UTI deve ser prioridade, diz estudo

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Um estudo da King’s College London com profissionais de saúde de UTI, que cuidam de pacientes com covid-19, mostrou que 45% atingiram o limite em pelo menos um problema de sáude mental: 6% de depressão grave, 40% de transtorno de estresse pós-traumático, 11% de ansiedade grave e 7% de alcoolismo.

Cerca de 13% relatou ainda ter tido pensamentos negativos frequentes nas últimas duas semanas. A pesquisa ainda revelou que os problemas de saúde mental são mais pronunciados em enfermeiros do que em médicos e outros profissionais de saúde.

Os resultados do estudo apontam o registro de grande quantidade de sintomas relatados no final da primeira onda de covid-19 no hemisfério Norte, em julho de 2020. “A gravidade dos sintomas que identificamos provavelmente prejudicará a capacidade de alguns funcionários da UTI de fornecer cuidados de alta qualidade, assim como deve impactar negativamente sua qualidade de vida”, afirmou Neil Greenberg, principal autor do estudo e professor do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência da King’s College London.

“A alta taxa de mortalidade entre os pacientes com covid-19 admitidos na UTI, juntamente com a dificuldade de comunicação e o fornecimento de suporte adequado de fim de vida aos pacientes e seus familiares devido a restrições de visita, são estressores e altamente desafiadores para todos os funcionários que trabalham em UTIs”, acrescentou.

O estudo analisou 709 trabalhadores de saúde, de nove UTIs na Inglaterra em junho e julho de 2020 e compreendeu 291 médicos (41%) 344 enfermeiros (49%) e 74 outros funcionários de saúde (10%).

“Embora esses resultados não sejam, de certa forma, surpreendentes, eles devem servir como um lembrete gritante aos gerentes do Serviço Nacional de Saúde da necessidade urgente de proteger a saúde mental dos trabalhadores da UTI agora, a fim de garantir que eles possam prestar cuidados vitais aos necessitados”, ressaltou o pesquisador.

O estudo destaca que as equipes de UTI enfrentam um período especialmente desafiador, trabalhando por longos períodos onde o risco de exposição à covid-19 é grande, com chance de se se infectarem e transmitirem a doença a entes queridos, utilizando EPIs e ainda tendo que gerenciar equipe e escassez de equipamentos diariamente.

“Os resultados do estudo destacam o impacto profundo que a covid-19 teve na saúde mental dos funcionários da linha de frente e indicam uma necessidade urgente de uma estratégia para proteger a saúde mental dos funcionários e diminuir o risco de comprometimento funcional dos funcionários de UTI enquanto realizam seu trabalho essencial durante a covid-19 e depois dela”, conclui Greenberg.

Fonte: R7

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